Bebê deixa hospital com coração novo após 7 meses de internação às pressas em SC: 'Gratidão por toda a vida'

  • 24/05/2026
(Foto: Reprodução)
Mãe ouve novo coração de bebê após transplante Após sete meses internado, um bebê de 1 anos e 3 meses deixou o hospital, na última quarta-feira (20), com um novo coração batendo no peito. O menino Henrique, de Blumenau, no Vale do Itajaí, em Santa Catarina, tinha oito meses quando foi internado com miocardiopatia dilatada, condição que faz o coração crescer e perder força. Com o diagnóstico, veio a urgência: era necessário um transplante do órgão. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Miocardiopatia dilatada: conheça a doença rara que afeta o coração A doença foi descoberta em outubro do ano passado após a mãe, Gabriela Martins de Deus, buscar unidades de saúde para tratar uma suposta gripe. Da internação, em 22 de outubro de 2025, até o transplante, em 29 de abril deste ano, muitas coisas aconteceram e incertezas surgiram. "Eu, por alguns momentos, tinha perdido a esperaça de trazê-lo para casa. Mas, graças à generosidade de alguém, estou com ele aqui agora, brincando, comendo, vivendo", comentou Gabriela. "O sentimento de gratidão será por toda a vida. Eles nunca nos viram, não conheciam o Henrique e, mesmo assim, optaram por doar parte de sua vida no momento mais difícil, que foi a perda de uma parte deles", continuou. Como foi a descoberta? Henrique não nasceu com cardiopatia e, de acordo com a mãe, ele nunca havia apresentado alterações de exames mesmo nos nove meses de gestação. "Quando ele nasceu, também não apresentou nada, tudo sempre normal. No começo de agosto [de 2025], acabou minha licença maternidade, e o Henrique começou a ir meio período para creche. Como toda criança, ele começou a ficar resfriado", comentou. Em setembro, ele foi levado a um pronto atendimento de Blumenau com sintomas gripais. Os testes rápidos deram negativo para gripe e, após um raio-x, o médico o diagnosticou com bronquiolite. "Me mandou para casa com as medicações, fiz o tratamento com os remédios e passou, não precisei mais procurar a unidade hospitalar. Em outubro, dia 22/10/2025, ele começou novamente com sintomas gripais - só que mais fortes. E, novamente o levei no pronto socorro da Unimed. Lá fizeram todos os testes e um raio-x. Os testes deram negativo, mas o raio-x apresentou um coração 'grande, dilatado'". Leia também: Paciente faz 4 transplantes de fígado em 1 ano em SC e agradece equipe médica Filha doa medula para salvar a vida de mãe com leucemia após diagnóstico em SC O bebê foi transferido de ambulância para o hospital da instituição. Ao chegar na unidade, o médico pediu mais um raio-x, mas com a criança em outra posição. "De repente, ele disse: ''essa criança precisa urgente ir para a UTI, o coração dele está gigante e está correndo risco de vida aqui'", contou. "Ele internou, começou a fazer os exames e já iniciou medicação para insuficiência cardíaca. No dia seguinte, a cardiologista pediatra foi fazer exames de ultrassom para poder saber o que estava acontecendo com aquele coração, que sempre foi saudável e, de repente, não tinha mais forças para bater sozinho. Lá se confirmou que ele teve uma miocardite e, através disso, desenvolveu uma miocardiopatia dilatada" Bebê de um ano de SC recebe transplante de coração Redes sociais/Reprodução O caminho até o transplante A equipe médica tentou de todas as formas reverter o quadro de insuficiência cardíaca, incluindo com uso de remédios de alto custo. Como não foi possível, a família recebeu a notícia de que a criança precisaria ser transferida para a unidade referência em transplantes cardíacos em Curitiba (PR). "Ali nosso mundo caiu, desabou. Fiquei tentando entender o que estava acontecendo e por onde eu iria começar". Os pais precisaram alugar casa no estado vizinho e fazer campanhas para arrecadação de dinheiro para conseguir dar conta dos custos que envolviam a internação, que começou antes mesmo de saberem se teriam um coração compatível. Em 13 de novembro, chegaram no Hospital Pequeno Príncipe. Após uma oferta frustrada de transplante, em março, um órgão compatível apareceu em abril. A cirurgia ocorreu e foi um sucesso. "A cirurgia começou às 3h da manhã, o órgão chegou as 4h04 e, às 7h da manhã, ele já estava batendo lindo e forte no peito do Henrique. Todo o processo de recuperação dele foi acima do esperado, em tudo. Não teve nenhum sinal de rejeição em nenhum momento", disse. A família segue em Curitiba por um mês para as consultas de rotina. Depois, voltará para Blumenau. Henrique e os pais no dia do transplante Arquivo pessoal Crianças e adolescentes ganham nova chance com transplantes de órgãos VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

FONTE: https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2026/05/24/bebe-coracao-novo-apos-7-meses-internacao-sc.ghtml


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