Celular antigo tem salvação? Veja dicas para fazer o celular aguentar mais um pouco antes de trocar
06/05/2026
(Foto: Reprodução) Celular antigo tem salvação? Veja dicas para fazer o celular aguentar mais um pouco antes de trocar
Benzoix/Magnific
Com o tempo, é comum que o smartphone comece a apresentar travamentos, lentidão e bateria que não dura quase nada. Tem aparelho que abre um aplicativo e dá tempo de pegar um café e voltar antes de carregar.
É nessa hora que você se pergunta: será que isso significa que chegou a hora de trocar de celular?
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Nem sempre. Em muitos casos, alguns ajustes ou reparos podem ajudar a melhorar o desempenho e prolongar a vida útil do aparelho por mais um tempo.
Na prática, o que mais causa lentidão é o descompasso entre o software e o hardware. À medida em que os aplicativos e o próprio sistema evoluem, eles passam a exigir mais memória e processamento – algo que aparelhos mais antigos nem sempre conseguem acompanhar.
Ainda assim, isso não significa que o celular está “condenado”. Intervenções como a troca de bateria podem dar uma sobrevida relevante ao aparelho, diz Felipe Piva, diretor executivo da Trocafy, empresa que compra aparelhos em programas de troca de celulares nas operadoras de telefonia.
“Uma peça nova pode garantir cerca de 2 anos de uso pleno antes de começar a degradar novamente”, afirma Piva.
Para entender o que ainda dá para fazer — e o que já não depende mais do usuário —, o Guia de Compras conversou com especialistas. Veja a seguir.
Comece limpando dados de apps muito usados
Aplicativos de uso intenso, como WhatsApp e Instagram, acabam acumulando muitos arquivos de mídia (fotos, vídeos e áudios), o que sobrecarrega o sistema do aparelho.
Para Felipe Piva, essa é uma das principais causas da lentidão, mas pode ser também a solução do problema.
“O caminho mais rápido é a higienização de dados nesses apps”, diz Piva. “Além disso, a desinstalação de apps ociosos e a restrição de processos em segundo plano liberam memória RAM e aliviam o processador”, completa.
Para restringir processos em segundo plano, é necessário acessar as configurações do celular e procurar por essa opção na seção de aplicativos.
Se a situação estiver muito crítica, Piva recomenda restaurar o aparelho de volta às configurações de fábrica: “O reset funciona como uma ‘faxina’, eliminando arquivos residuais e erros de sistema que se acumulam com o tempo”.
“Porém, ele não é milagroso: se a lentidão for causada pela evolução natural dos apps, o aparelho voltará a ficar lento assim que o usuário baixar tudo novamente”, alerta o especialista.
Tente checar (e talvez trocar) a bateria do celular
Outro problema comum em aparelhos mais velhos é a perda de capacidade da bateria, ou seja, quando o celular já não segura a carga por um dia inteiro de uso ou quando parece que a recarga acontece de forma muito rápida.
“Normalmente, este problema passa a acontecer a partir de 2 anos de uso do equipamento, quando as células da bateria começam a degradar mais rápido”, diz Luciano Siqueira, técnico e gestor da Luctel, empresa especialista em manutenção de smartphones.
“No iPhone, o usuário consegue checar a ‘Saúde da Bateria’ diretamente nos ajustes; abaixo de 80%, o desempenho já fica comprometido”, informa Felipe Piva, da Trocafy.
“No Android, como não há um indicador nativo padrão, o ideal é usar ferramentas de diagnóstico, como o AccuBattery, para medir a retenção de carga”, completa.
Segundo Siqueira, a troca de bateria pode custar entre R$ 199 e R$ 399 para modelos Android e de R$ 299 a R$ 699 em modelos iOS.
Atualizar ou não o sistema?
Se a desconexão entre a evolução do software e o hardware antigo é o que mais gera lentidão no smartphone, então a solução seria apenas parar de atualizar o sistema?
Não é tão simples assim. Por um lado, “as atualizações priorizam segurança e novos recursos”, segundo Piva, e deixar o celular desatualizado pode implicar em riscos de invasões e falhas digitais, além de perder a compatibilidade com novos aplicativos.
Por outro, à medida em que os aplicativos e o próprio sistema evoluem, eles demandam mais espaço e recursos do que o aparelho foi projetado para entregar. O hardware antigo acaba sendo "engolido" pelo peso das versões modernas dos softwares.
“É um dilema para o usuário: manter o sistema antigo para preservar a velocidade ou atualizar para garantir a segurança dos dados, mesmo perdendo um pouco de fluidez”, diz Piva.
O risco é especialmente alto quando se tem aplicativos de carteira digital e de bancos no aparelho, que necessitam de incrementos regulares para combater as táticas de invasores. No geral, o indicado é manter o celular atualizado para garantir essa segurança.
Para quem já decidiu partir para outro aparelho, reunimos uma seleção de modelos intermediários com preços entre R$ 2.300 e R$ 4.000.
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