Cinco jogadores são denunciados à Justiça por estupro coletivo em alojamento do Vasco-AC

  • 13/03/2026
(Foto: Reprodução)
Jogadores foram denunciados pelo MP-AC à Justiça por estupro em alojamento Arquivo/Jhon Lennon e Sueli Rodrigues O Ministério Público do Acre (MP-AC) ofereceu denúncia contra cinco jogadores de futebol por estupro de duas mulheres no alojamento do Vasco-AC, em Rio Branco. Foram denunciados por estupro coletivo e de vulnerável Erick Luiz Serpa Santos Oliveira, Brian Peixoto Henrique Ilziario, Alex Pires Bastos Júnior, Lucas de Abreu de Melo e Bernardo Barbosa Nunes. A denúncia foi recebida pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Rio Branco nesta sexta-feira (13) e traz dois novos nomes que não tinham sido divulgados anteriormente: Lucas de Abreu de Melo e Bernardo Barbosa Nunes. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp 👉 Contexto: Os atletas da Associação Desportiva Vasco da Gama (Vasco-AC) são investigados pelo estupro de duas mulheres dentro do alojamento do clube no dia 14 de fevereiro. O caso resultou na prisão em flagrante de Erick no dia 14 de fevereiro e na decretação de prisão temporária dos outros três no dia 17 daquele mês. No início deste mês, a Justiça havia negado liberdade aos suspeitos. Todos eles negam o crime. Os advogados Robson Aguiar e Atevaldo Santana, que defendem os jogadores, falaram que ainda não foram comunicados da denúncia do MP-AC. Ambos confirmaram que Lucas de Abreu e Bernardo Barbosa são atletas do Vasco-AC e foram ouvidos durante as investigações como testemunhas. No Acre: quatro jogadores do Vasco-AC suspeitos pelo crime de estupro já estão presos Segundo a decisão, o MP-AC pediu à Justiça que Alex Pires Bastos Júnior, solto na última terça (10), Lucas e Bernardo voltem para a prisão. O juiz substituto Ricardo Wagner de Medeiros Freire determinou que os três retornem para o presídio e manteve a prisão de Erick e Brian. "Todavia, diante do aprofundamento das investigações e da análise mais detida do contexto fático, verifica-se que a gravidade concreta dos fatos, a dinâmica coletiva da violência e o risco à ordem pública e à instrução criminal recomendam a reconsideração da decisão anteriormente proferida", destaca. A Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (Deam) concluiu o inquérito e tinha indiciado apenas Brian e Erick pelos crimes. O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário na segunda-feira (9). Convite para alojamento Conforme o processo, as vítimas foram convidadas Erick Serpa e Brian Peixoto para ir até o alojamento. Quando chegaram ao local, os cinco denunciados, junto com um sexto homem ainda não identificado, se aproveitaram do isolamento e da vulnerabilidade das vítimas. De acordo com a denúncia, as vítimas foram submetidas a atos de violência, constrangimento e intimidação, resultando em graves violações à dignidade delas. "Conforme narrado, os episódios ocorreram em momentos distintos, no interior da mesma residência, dentro de um mesmo contexto fático, revelando uma dinâmica de exploração sexual coletiva, na qual múltiplos indivíduos passaram a disputar e impor práticas sexuais às vítimas mediante o emprego de violência física", diz parte da decisão. As apurações também apontam que havia encontros coletivos e consumo de bebidas alcoólicas no local. Isso expôs as vítimas a um ambiente desconhecido e potencialmente perigoso. Para a Justiça, a conduta dos investigados mostra que eles criaram e aumentaram o risco do crime que aconteceu depois e contribuíram para o ambiente que permitiu as violências descritas. "A dinâmica narrada nos autos aponta para verdadeira ação coordenada ou tolerada coletivamente, em ambiente onde diversos indivíduos passaram a disputar e impor práticas sexuais às vítimas, mediante violência física e constrangimento, quadro que extrapola a gravidade inerente ao tipo penal e revela periculosidade concreta dos agentes", pontua. Denúncia O caso foi registrado na Deam em 14 de fevereiro, menos de um dia após o crime. À época, o delegado Alcino Souza, que estava de plantão, informou que encontrou as vítimas na Maternidade Bárbara Heliodora. Segundo ele, as mulheres haviam procurado a delegacia pela manhã, mas não conseguiram formalizar a ocorrência e foram encaminhadas para atendimento médico. As vítimas relataram medo de retaliação e foram orientadas por uma assistente social a registrar a denúncia. Ainda conforme a polícia, as mulheres foram ao alojamento para se relacionar de forma consensual com os jogadores, mas teriam sido submetidas aos abusos posteriormente. "Você só vai até o ponto em que ambos querem. Então, foi nesse contexto a situação", resumiu o delegado. LEIA MAIS: O que se sabe sobre caso dos jogadores suspeitos de estupro coletivo em alojamento do Vasco-AC Patrocinadores rompem contrato com Vasco-AC após contratação do goleiro Bruno e prisão de jogadores Com exceção de Erick, preso ainda no dia 14 de fevereiro, os outros três jogadores tiveram a prisão temporária decretada pela Justiça no dia 15. No dia 17, os três jogadores se entregaram à polícia. O primeiro a se entregar foi Alex (Lekinho), que foi até a Delegacia de Flagrantes (Defla), acompanhado do então treinador Eric Rodrigues e do advogado Robson Aguiar. Matheus Silva e Brian Peixoto Henrique Iliziario foram até a Deam com o advogado Atevaldo Santana. No dia 19, o Vasco-AC fez sua estreia na Copa do Brasil na Arena da Floresta, em Rio Branco, e acabou eliminado pelo Velo Clube nos pênaltis. Antes da bola rolar, no entanto, o time acreano chamou atenção ao entrar em campo com camisas que estampavam os nomes de três dos quatro atletas presos. Contudo, a ação foi repudiada em conjunto, pelos ministérios das Mulheres e do Esporte, que classificaram como 'inaceitável' a homenagem. Ministérios repudiam homenagem a jogadores presos suspeitos de estupro coletivo no AC O gesto dos atletas também é investigado pelo MP-AC. Além da ação, o órgão também vai fazer investigação própria sobre a denúncia de violência sexual e vai analisar se houve possível omissão da justiça desportiva do estado. Em nota anterior, o Vasco-AC afirmou que não compactua com qualquer forma de violência e que adotará as medidas cabíveis no âmbito interno, conforme o andamento das investigações. Reveja os telejornais do Acre

FONTE: https://g1.globo.com/ac/acre/noticia/2026/03/13/cinco-jogadores-sao-denunciados-a-justica-por-estupro-coletivo-em-alojamento-do-vasco-ac.ghtml


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