Crise no Oriente Médio faz Estados Unidos aliviarem sanções ao petróleo da Rússia

  • 13/03/2026
(Foto: Reprodução)
EUA aliviam sanções sobre petróleo russo Com a escalada da guerra no Oriente Médio, os Estados Unidos anunciaram nesta sexta-feira (13) uma medida controversa: aliviaram as sanções ao petróleo exportado pela Rússia. A decisão provocou críticas dos aliados europeus. O governo americano argumentou que a decisão foi tomada para evitar uma nova disparada nos preços da energia, em um momento em que o mundo se vê diante do risco de uma grave crise de abastecimento. Washington não suspendeu inteiramente as sanções contra Moscou, mas autorizou uma isenção temporária de 30 dias para que países possam comprar cargas de petróleo russo que já estavam em navios parados no mar. Ao todo, o volume envolve cerca de 120 milhões de barris, equivalente a pouco mais do que um dia inteiro da produção mundial de petróleo. Além da própria Rússia, a medida pode beneficiar principalmente países que continuam dependentes do petróleo dela, como Índia, China e alguns compradores na Ásia. Na semana passada, Donald Trump já havia aberto uma exceção para que a Índia pudesse comprar petróleo da Rússia. Uma empresa britânica de rastreamento de navios afirmou que vários petroleiros russos já estão a caminho da Índia. Logo após o anúncio, o preço do petróleo chegou a cair, mas ao longo do dia voltou a passar dos US$ 100 o barril. Entre os líderes europeus, a decisão provocou surpresa e preocupação. Países da União Europeia temem que, ao enriquecer o governo de Vladimir Putin com o dinheiro do petróleo, a paz entre a Rússia e a Ucrânia se torne ainda mais distante. O primeiro-ministro da Alemanha disse que a decisão é um erro. Friedrich Merz falou que a Rússia não se mostrou disposta a negociar a paz e que é preciso manter a pressão. Crise no Oriente Médio faz Estados Unidos aliviarem sanções ao petróleo da Rússia Jornal Nacional/ Reprodução Em Moscou, a reação foi claramente diferente. O Kremlin afirmou que a decisão dos Estados Unidos pode ajudar a evitar um colapso mundial: “Nossos interesses e os dos Estados Unidos coincidem na estabilização do mercado de energia”, afirma Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin. Em Kiev, a decisão dos Estados Unidos gerou aflição entre militares e civis. Um soldado afirmou que, para alcançar a paz, é preciso aumentar a pressão sobre a Rússia. O presidente Volodymyr Zelensky se encontrou em Paris com o francês Emmanuel Macron. Zelensky afirmou que a liberação pode encher os cofres russos com bilhões de dólares. Macron disse que “a Rússia pode pensar que a guerra no Irã lhe dará uma trégua, mas está enganada”. Um grupo britânico que monitora o tráfego marinho internacional afirmou que não houve ataques confirmados a petroleiros no Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas. Desde 1º março, foram 29 ataques a embarcações e infraestrutura naval na região. Em Washington, o secretário da Guerra americano declarou que a passagem pelo Estreito de Ormuz será reaberta e disse que não há evidências de que o Irã tenha colocado minas explosivas na região. Na noite desta sexta-feira (13), o presidente americano anunciou bombardeios à ilha de Karg, no Irã. A região é considerada estratégica porque é responsável por 90% das exportações iranianas de petróleo. Donald Trump disse que o ataque atingiu apenas alvos militares, e não as refinarias. Afirmou também que se o Irã continuar a interferir na passagem de navios pelo Estreito de Ormuz, ele pode tomar uma nova decisão. LEIA TAMBÉM EUA aliviam sanções ao petróleo russo pela 1ª vez desde o início da guerra na Ucrânia para conter disparada dos preços Petróleo supera US$ 100 mesmo após EUA liberarem compra de barris russos Mundo enfrenta maior interrupção de fornecimento de petróleo da história com guerra no Oriente Médio, diz IEA Petrobras sobe os preços do diesel para distribuidoras Guerra no Oriente Médio faz governo brasileiro zerar impostos sobre diesel e taxar exportações de petróleo

FONTE: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2026/03/13/crise-no-oriente-medio-faz-estados-unidos-aliviarem-sancoes-ao-petroleo-da-russia.ghtml


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