Defesa de Bolsonaro tenta travar processo no STM e cita histórico de condecorações para manter patente

  • 05/03/2026
(Foto: Reprodução)
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi citado em comunicação que estava nos arquivos Epstein. Getty Images via BBC A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) citou ao Superior Tribunal Militar (STM) condecorações e ausência de punições disciplinares durante o serviço ativo como argumentos para que ele não perca sua patente militar. 📱 Acesse o Canal da Sadi no WhatsApp O STM avalia se o ex-presidente e outros militares das Forças Armadas atuaram com indignidade para o oficialato depois de serem condenados na trama golpista. O pedido de análise foi feito pelo Ministério Público Militar. Caso considerados culpados, a punição pode ser a perda da patente militar. O documento é assinado por Paulo Amador da Cunha Bueno e outros quatro advogados que representam os ex-presidente e foi entregue aos Tribunal nesta quinta-feira (5). O objetivo é evitar que o processo o declare indigno para o oficialato e retire o seu de capitão reformado do Exército. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Entre os argumentos eles citam a trajetória do ex-presidente e a natureza das suas condecorações, além de citar que a condenação pela trama golpista ocorreu por conta de ações como presidente da República e não por atos militares. "A Constituição exige um julgamento autônomo justamente para que se avalie o Patrimônio Ético do Oficial sob perspectiva própria do tribunal castrense. Uma carreira pautada pela dedicação, condecorações e ausência de punições disciplinares durante o serviço ativo constitui um "capital de lealdade" que não pode ser sumariamente ignorado", alegam os advogados. Os defensores argumentam que Bolsonaro não pode ser punido duas vezes pelo mesmo crime -- ao considerar a pena de 27 anos, imposta pelo STF, "satisfaz intensamente" os objetivos da condenação e que não seria necessário ampliar a punição com a perda do posto de capitão. LEIA TAMBÉM: Entenda as consequências de eventuais punições aos réus da trama golpista no STM Bolsonaro e generais poderiam ir para presídio comum em caso de expulsão Em caso de empate no STM, voto de minerva tem que ser favorável a Bolsonaro Perda de patente militar: agravantes dificultam situação de Bolsonaro e Braga Netto no STM Julgamento no Superior Tribunal Militar A representação para declarar a indignidade de Bolsonaro chegou ao STM após a sua condenação criminal pela trama golpista transitar em julgado no Supremo Tribunal Federal (STF). Caso o Tribunal aceite o pedido do Ministério Público Militar, Bolsonaro perde o título de capitão e as prerrogativas de oficial. Além da alegação sobre o histórico de Jair enquanto militar, os advogados pedem o afastamento do vice-presidente da Corte, Francisco Joseli Parente Camelo, por conta de uma entrevista em que afirmou que Bolsonaro "será punido" se tiver "realmente cometido crimes". Ministério Público Militar pede expulsão de Bolsonaro das Forças Armadas; é a 1ª vez que STM vai analisar caso de crime contra democracia Jornal Nacional/ Reprodução Para os advogados, estas declarações ferem a "aparência de imparcialidade" necessária para julgar o ex-presidente. O pedido protocolado exige a suspensão do procedimento principal até que esta suspeição seja decidida. Nos bastidores, a movimentação é vista como uma tentativa de "limpar o terreno" antes do julgamento do mérito. A estratégia da defesa agora é ganhar tempo com o pedido de suspeição e tentar sensibilizar a Corte com o argumento que a conduta de um militar reformado há 30 anos não afeta a disciplina atual da tropa.

FONTE: https://g1.globo.com/politica/blog/andreia-sadi/post/2026/03/05/defesa-bolsonaro-stm-patente.ghtml


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