Diretor jurídico do BRB renuncia ao cargo em meio ao caso Master

  • 09/02/2026
(Foto: Reprodução)
Entrada do BRB, Banco de Brasília, em 18 de novembro de 2025. Reuters/Mateus Bonomi O Banco de Brasília (BRB) comunicou nesta segunda-feira (9) que Jacques Maurício Ferreira Veloso de Melo, diretor jurídico da instituição, apresentou sua carta de renúncia. Segundo fato relevante divulgado ao mercado, a saída está prevista para o próximo sábado (14). "O BRB reafirma seu compromisso com a ética, a responsabilidade e a transparência, e manterá seus acionistas e o mercado informados, de forma tempestiva, sobre quaisquer atos ou fatos relevantes", informou o banco. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O BRB não detalhou a saída de Melo e ainda não anunciou seu substituto. A renúncia ocorre em meio à crise de credibilidade que atingiu o banco público após seu envolvimento no caso do Banco Master. (leia mais abaixo) Veloso de Melo foi nomeado diretor jurídico do BRB em agosto de 2024 para assumir o restante do mandato 2022‑2024, após a saída do então titular, e assumiu oficialmente o cargo em dezembro. Antes disso, já fazia parte da governança do banco como membro do Comitê de Auditoria. PF abre novo inquérito para investigar BRB por suspeitas de gestão fraudulenta Pós-graduado em Direito Tributário pela Associação de Ensino Unificado do DF e pelo IBET, Melo também integrou o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais do Ministério da Fazenda e comissões de Direito Tributário e de apoio a advogados iniciantes da OAB. Paralelamente à renúncia, o BRB anunciou nesta segunda-feira a posse de Ana Paula Teixeira como diretora executiva de Controles e Riscos (DICOR). Teixeira atuou no Banco do Brasil como vice-presidente de gestão de riscos, controles internos, segurança institucional e cibersegurança, além de ter ocupado cargos de liderança em grandes instituições financeiras, informou o banco. "A posse reforça o fortalecimento da governança corporativa, da integridade institucional e do comprometimento com a gestão de riscos e controles internos do BRB", disse o BRB em fato relevante. BRB e caso Master As mudanças ocorrem em meio à crise que atingiu o BRB após o escândalo envolvendo o Banco Master, de Daniel Vorcaro, liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central em novembro de 2025. Desde o fim de 2024, o BRB havia investido bilhões na aquisição de carteiras de crédito do Master. Meses depois, investigações apontaram que essas carteiras tinham sido adquiridas pelo Master de outra instituição por menos da metade do valor. Além disso, as apurações apontam que o Master não chegou a pagar esses créditos, mas recebeu à vista ao revendê-los para o BRB. Banco Master comprou R$ 6,7 milhões em créditos, não pagou e revendeu ao BRB por R$ 12,2 bilhões Arte/TV Globo Em paralelo, Vorcaro iniciou a busca por um comprador para o banco, e o BRB chegou a negociar a aquisição do Master — o que gerou questionamentos. A operação, então, foi vetada pelo Banco Central em setembro. As investigações sobre o caso apontaram transações e carteiras de crédito suspeitas, causando prejuízos e desgaste institucional para o BRB, que também impactaram fundos de pensão de diversos estados. Para conter os efeitos da crise e garantir a solidez da instituição, o BRB apresentou um plano de capital na última sexta-feira (6). O documento, que inclui medidas para reforçar o patrimônio do banco se necessário, afirma que os valores exatos só serão confirmados após a conclusão das investigações sobre o caso Master. Segundo estimativas do Banco Central, porém, o aporte mínimo deve ser de R$ 5 bilhões, considerando a situação atual da instituição. O plano foi entregue presencialmente pelo presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, em reunião de duas horas na sede do Banco Central, em Brasília, sem entrevistas aos jornalistas. O secretário de Economia do Distrito Federal, Daniel Izaias, também participou do encontro. O governo local é acionista controlador do BRB, com cerca de 72% do capital da instituição. LEIA TAMBÉM: Infográfico - Clientes do Master e do Will Bank afirmam que o BRB registrou dívidas quitadas ou inexistentes no BC Arte/g1

FONTE: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/02/09/diretor-juridico-brb.ghtml


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