Do ateliê ao desfile: como são produzidos os figurinos que dão brilho ao maracatu pernambucano

  • 15/02/2026
(Foto: Reprodução)
Confecção dos figurinos de maracatu exige meses de trabalho árduo Uma das manifestações culturais mais fortes do carnaval pernambucano, o maracatu fascina o público com o show de cores e brilhos de um figurino deslumbrante. Quem está por trás da confecção dessas roupas afirma que o trabalho é árduo, mas a recompensa é especial (veja vídeo acima). "É diferente de você fazer uma roupa comum, um vestido de festa, para fazer uma roupa de maracatu. Demora mais, porque as saias são grandes e tem aplicações dos adereços. Fica diferenciado", conta a costureira Francy Silva, que trabalha há mais de 20 anos com produção de peças. ✅ Receba as notícias do g1 PE no WhatsApp A produção do figurino desse porte é um dos maiores desafios. Em todo o estado, existem cerca de 30 grupos de maracatu de baque virado ou nação, uma das duas vertentes do ritmo que é patrimônio cultural do Brasil desde 2014 (saiba mais abaixo). Uma agremiação, por exemplo, pode chegar a ter mais de 200 pessoas. Francy gosta de ver seu trabalho no carnaval e participar da folia. "A alegria de ver o seu trabalho reinando no maracatu. [...] E eu vivo o carnaval mesmo, não sou apenas a dona de um ateliê, não sou só uma costureira. Eu sou carnavalesca", afirma. Costurar uma peça com tamanho significado exige muita disciplina. O fundador do maracatu Nação Maracambuco, Mestre Nilo Oliveira, diz que produz todas as roupas sozinho. Segundo ele, o trabalho começa já no mês de maio. "Em dezembro, enquanto todo mundo está comemorando, eu estou costurando", conta. Criado em Olinda em 1993, o Nação Maracambuco mantém a tradição que envolve a força do carnaval com os símbolos das religiões de matriz africana. "Eu faço sozinho [o figurino] a corte, a batucada, as cabeças dos orixás. É muito detalhado e quando eu vejo [o resultado] na rua é muito gratificante", afirma o Maestro Nilo. Todo o figurino é produzido em casa e segue para a sede do maracatu, onde vai se materializar como tradição do carnaval. "Quando eu me sento na máquina para costurar, eu não estou costurando só um figurino. Eu estou costurando uma história", diz. Maracatu na Casa da Rabeca, em Olinda Rafael Souza/g1 O maracatu As primeiras agremiações de maracatu datam do século 19. A manifestação cultural, bastante presente nas regiões do Grande Recife e da Zona da Mata, é um ritmo de música e dança de tradição africana e indígena que se divide em dois tipos: Maracatu de baque solto ou rural — é caracterizado pelos caboclos-de-lança, personagens que se movimentam empunhando uma lança pontiaguda, com chapéu e vestimentas coloridas e, por vezes, um cravo na boca; Maracatu de baque virado ou nação — conta com um cortejo acompanhado por uma orquestra percussiva que remonta aos antigos rituais de coroação de reis e rainhas do Congo. Em 2024, o presidente Lula (PT) sancionou a lei que cria o Dia Nacional do Maracatu, em 1º de agosto. O dia foi escolhido por ser a data de nascimento do mestre Luís de França, que liderou o Maracatu Leão Coroado por 40 anos. O grupo, sediado em Olinda, foi fundado em 1863 e é considerado uma das nações de maracatu mais antigas do país. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

FONTE: https://g1.globo.com/pe/pernambuco/carnaval/2026/noticia/2026/02/15/do-atelie-ao-desfile-como-sao-produzidos-os-figurinos-que-dao-brilho-ao-maracatu-pernambucano.ghtml


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