Em São Paulo, PMs são presos suspeitos de fazer segurança para dono de empresa de ônibus investigada por ligação com o PCC

  • 04/02/2026
(Foto: Reprodução)
PMs são presos suspeitos de fazer segurança de dono de empresa de ônibus ligada ao PCC A Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo prendeu nesta quarta-feira (4) três PMs suspeitos de fazer segurança para o dono de uma empresa de ônibus ligada ao PCC. Na casa de um dos policiais, havia R$ 1 milhão em dinheiro. O dinheiro estava escondido na casa de um sargento da reserva, em Interlagos, Zona Sul de São Paulo. A apreensão foi o principal flagrante da Operação Kratus, que cumpriu ainda 16 mandados de busca. Além do sargento aposentado, os corregedores prenderam um policial militar da ativa e o capitão da PM Alexandre Paulino Vieira. Os investigadores apuram como os três se tornaram seguranças de Luiz Carlos Efigênio Pacheco, o “Pandora”, e de Cícero de Oliveira, o “Té”. Pandora era presidente e Té era diretor e acionista da Transwolff, empresa de ônibus que o Ministério Público investiga por suspeita de ligação com o PCC. Os empresários respondem ao processo em liberdade. A Transwolff nega ligação com o narcotráfico. Os corregedores também investigam as conexões do capitão Alexandre Vieira, que trabalha na Assessoria Policial Militar da Câmara Municipal de São Paulo. O órgão cuida da segurança dos vereadores e faz a segurança pessoal do presidente da Casa. Em São Paulo, PMs são presos suspeitos de fazer segurança para dono de empresa de ônibus ligada ao PCC Jornal Nacional/ Reprodução Em nota, a presidência da Câmara Municipal de São Paulo declarou que o capitão Alexandre é integrante do órgão desde outubro de 2014, atuou ininterruptamente nas gestões de cinco presidentes, que o cargo ocupado é de confiança e que, nas atribuições relacionadas à assessoria militar na Câmara, não há nenhum registro que desabone o capitão. A Corregedoria da PM chegou aos três PMs presos nesta quarta-feira (4) depois de analisar informações da Operação Fim da Linha, que o Ministério Público Estadual deflagrou em abril de 2024. Na denúncia oferecida à Justiça, os promotores afirmaram que o PCC usava empresas de ônibus para lavar dinheiro do tráfico. Segundo a investigação, empresas eram abertas em nome de laranjas. Depois, o PCC injetava dinheiro do tráfico de drogas nas empresas para ganhar licitações do transporte público de São Paulo. O lucro voltava para a facção como dinheiro limpo. A prefeitura substituiu as empresas investigadas. A Corregedoria agora analisa os celulares e computadores apreendidos na operação desta quarta-feira (4). LEIA TAMBÉM Corregedoria prende PMs acusados de fazer a segurança para dono da Transwolff ligado ao PCC Prefeitura de SP diz que SPTrans garantirá operação das linhas de ônibus da Transwolff após Sancetur desistir

FONTE: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2026/02/04/em-sao-paulo-pms-sao-presos-suspeitos-de-fazer-seguranca-para-dono-de-empresa-de-onibus-ligada-ao-pcc.ghtml


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