Lula diz que Trump afirmou em reunião que não pensa em invadir Cuba
07/05/2026
(Foto: Reprodução) Lula publica vídeo de encontro com o presidente Donald Trump
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (7) que o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou na reunião que eles tiveram no mesmo dia em Washington (EUA) que não pensa em invadir Cuba.
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Lula também afirmou que Cuba quer diálogo e encontrar uma solução para acabar com o embargo dos EUA. A ilha vem enfrentando problemas econômicos e energéticos desde que Washington impôs, em janeiro, um bloqueio ao envio de petróleo ao país.
O presidente do Brasil também disse que se colocou à disponição de Trump para discutir sobre assuntos relativos à Cuba.
A declaração de Lula acontece após Trump dizer, em diferentes ocasiões, que tinha a intenção de assumir o controle de Cuba.
Em março, por exemplo, Trump disse que Cuba é "uma nação falida" que "não tem dinheiro, não tem petróleo, não tem nada" e que "seria uma honra tomar Cuba. Seria ótimo".
Em uma reunião na Flóida no final de abril, o presidente dos EUA afirmou que iria "assumir" Cuba "quase imediatamente" após o fim da guerra contra o Irã.
Em resposta, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel Bermúdez disse que "nenhum agressor, por poderoso que seja, encontrará rendição em Cuba".
Encontro de Trump e Lula
Trump e Lula durante encontro na Casa Branca, em 7 de maio de 2026
Presidência da República
Trump e Lula durante encontro na Casa Branca, em 7 de maio de 2026 — Foto: Presidência da República
Trump e Lula durante encontro na Casa Branca, em 7 de maio de 2026 — Foto: Presidência da República
O encontro foi uma “visita de trabalho”, formato menos formal do que uma reunião bilateral tradicional.
Segundo fontes da diplomacia do Brasil, a reunião foi vista como um passo para normalizar as relações comerciais entre os dois países, após os EUA aplicarem tarifas contra produtos brasileiros e sanções contra autoridades nacionais.
Além da economia, era esperado que os dois presidentes também tratassem de outros temas, como:
ataques dos EUA ao PIX;
cooperação no combate ao crime organizado e ao narcotráfico;
parcerias em minerais críticos e terras raras;
geopolítica na América Latina, no Oriente Médio e na ONU;
eleições no Brasil.
Antes do encontro desta quinta, Lula e Trump falaram por telefone no dia 1º de maio. O governo brasileiro disse que a conversa foi "amistosa".