MA recebe projeto para monitoramento e restauração de corais em parque estadual na cidade de Cururupu

  • 16/02/2026
(Foto: Reprodução)
O Parque Estadual Marinho Parcel Manuel Luís abriga uma grande biodiversidade, incluindo espécies ameaçadas de extinção. O litoral abriga mais de 200 espécies marinhas, como o tubarão dos recifes, e o coral-de-fogo, um falso coral. SECOM/MA/Léo Francini O Maranhão está entre os estados contemplados no primeiro projeto contratado no âmbito do BNDES Corais, iniciativa considerada a maior já realizada no país dedicada exclusivamente à conservação e regeneração de recifes de coral. O contrato foi assinado nesta sexta-feira (13) pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e marca o início da execução do projeto SER Corais, com investimento de R$ 5,5 milhões do Fundo Socioambiental e duração de 36 meses. No estado, a área contemplada fica em Cururupu, no Parque Estadual Marinho Parcel Manuel Luís. A execução ficará a cargo do Instituto Nautilus de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade, organização não governamental criada em 2006, com atuação na conservação do ambiente marinho por meio de pesquisa científica, educação ambiental e apoio técnico a projetos voltados ao bem-estar social e à integração entre comunidades e natureza. 📲 Clique aqui e se inscreva no canal do g1 Maranhão no WhatsApp O SER Corais prevê a realização de mergulhos científicos, expedições de campo, coleta e análise de dados ambientais e produção de mapas técnicos e relatórios científicos para subsidiar políticas públicas de conservação marinha. O monitoramento abrangerá recifes rasos distribuídos ao longo de cerca de 2,8 mil quilômetros do litoral brasileiro, com acompanhamento da cobertura coralínea, espécies associadas e presença de espécies exóticas invasoras. Além do monitoramento em larga escala, o projeto desenvolverá protocolos de restauração recifal e ações práticas de restauração ecológica, incluindo experimentos de cultivo de corais in situ (viveiros no mar) e ex situ (em laboratório), testes de diversidade genética e recomposição de áreas degradadas. Também será criado um aplicativo para acionar o Protocolo Geral de Alerta, Detecção Precoce e Resposta Rápida (PNADPRR) para espécies invasoras no ambiente marinho, fortalecendo o sistema nacional de monitoramento e resposta a bioinvasões. A atuação será distribuída entre Maranhão, Alagoas (Japaratinga e Maragogi), Bahia, Ceará, Espírito Santo, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte, refletindo a extensão das áreas recifais monitoradas e a relevância ambiental desses territórios. O projeto apoiará ao menos dez unidades de conservação, avaliará a distribuição de duas espécies invasoras prioritárias, monitorará 28 espécies e realizará 43 eventos técnicos e oficinas ao longo da execução. O que é o branqueamento de corais e por que ele é tão grave? No Maranhão, além do monitoramento ambiental, estão previstas oficinas técnicas, capacitação e apoio a atividades econômicas sustentáveis associadas aos recifes, com impacto direto na proteção costeira, no turismo e na pesca. A iniciativa também deve gerar empregos diretos e indiretos, fortalecer a capacidade técnica de pesquisadores e ampliar a produção de conhecimento aplicado à gestão costeira. O monitoramento contínuo permitirá identificar fatores de estresse local, como pesca predatória, poluição e urbanização desordenada, orientando medidas de mitigação e estratégias de adaptação às mudanças climáticas. Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, os recifes de corais são fundamentais para a biodiversidade marinha, a proteção da costa e as atividades pesqueira e turística. Ele afirmou que o projeto fortalece a ciência brasileira e apoia soluções baseadas na natureza, alinhadas às prioridades do governo federal. A diretora Socioambiental do banco, Tereza Campello, destacou que o BNDES Corais foi estruturado para combinar conservação ambiental, produção de conhecimento e inclusão social, demonstrando que é possível proteger os recifes e, ao mesmo tempo, fortalecer comunidades costeiras e promover desenvolvimento sustentável. De acordo com a fundadora do Instituto Nautilus, Fabiana Felix, o SER Corais amplia a estratégia já consolidada de monitoramento recifal realizada por meio do projeto Budiões, patrocinado pelo Programa Petrobras Socioambiental e focado nos peixes, estendendo o acompanhamento aos próprios corais e organismos bentônicos e gerando dados estratégicos para políticas públicas e ações de restauração. A operação está alinhada à Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável, à Década da Restauração de Ecossistemas e ao Plano de Ação Nacional para Conservação de Ambientes Coralíneos (PAN Corais). O projeto integra a iniciativa BNDES Azul, criada para fomentar o uso sustentável dos recursos oceânicos, costeiros e hídricos do país, dentro do conceito de economia azul, que reconhece o papel estratégico do mar — a chamada Amazônia Azul, com cerca de 5,7 milhões de km² — como vetor de inovação, geração de emprego e sustentabilidade. Na vertente ambiental, o BNDES Azul também reúne ações como o Planejamento Espacial Marinho (PEM) nas regiões Sul, Sudeste e Norte; o Edital Manguezais do Brasil, no âmbito da iniciativa Floresta Viva, em parceria com a Petrobras; o próprio BNDES Corais; e o BNDES Sustentabilidade: Ilhas Oceânicas, Ninhos Protegidos.

FONTE: https://g1.globo.com/ma/maranhao/noticia/2026/02/16/ma-recebe-projeto-para-monitoramento-e-restauracao-de-corais-em-parque-estadual-na-cidade-de-cururupu.ghtml


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