Ministério da Justiça prorroga atuação da Força Nacional na Terra Indígena Pirititi, em Roraima

  • 10/02/2026
(Foto: Reprodução)
Terra Indígena Pirititi, no Sul de Roraima Divulgação/Ibama O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) prorrogou por mais 90 dias a atuação de agentes da Força Nacional na Terra Indígena Pirititi, localizada no município de Rorainópolis, ao Sul de Roraima, onde há indígenas isolados e presença de madeireiros. A medida foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (9). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Os agentes vão atuar por 90 dias no apoio à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). O objetivo é garantir a ordem pública e a segurança das pessoas e do patrimônio na região. A decisão é válida até o dia 10 de maio. A Funai é responsável por dar o apoio logístico e a infraestrutura necessária para o trabalho da Força Nacional. O número de agentes que vai atuar na operação não foi divulgado. A definição do contingente segue o planejamento do ministério. A Força Nacional atua no território de Pirititi desde novembro de 2022. Desde então, o governo federal tem prorrogado a atuação dos agentes na terra indígena. A última prorrogação, no entanto, foi publicada no dia 16 de julho de 2025. Com presença de indígenas isolados, a Terra Indígena Pirititi tem cerca de 40 mil hectares e perímetro aproximado de 192 km. A área fica imediatamente acima da Reserva Indígena Waimiri Atroari, uma das maiores de Roraima, e é apontada como uma das mais vulneráveis ao desmatamento, com presença de madeireiros. As ações serão realizadas em conjunto com a Polícia Federal e os órgãos de segurança pública de Roraima. A portaria, assinada pelo ministro Wellington César Lima e Silva, já está em vigor. Terra Indígena Pirititi e isolados A Terra Indígena Pirititi está localizada no município de Rorainópolis, na região Sul de Roraima. Conforme a Fundação Nacional do Índio (Funai), o grupo é chamado de Piruichichi (Pirititi) ou Tiquiriá, parentes dos Waimiri-Atroari, na divisa com o Amazonas. Durante a demarcação da TI Waimiri-Atroari, entre Roraima e o Amazonas, acreditava-se que esses indígenas estariam protegidos dentro da área demarcada. No entanto, estudos posteriores confirmaram sua presença fora da reserva. Em 2011, foram avistadas maloca e roçado do grupo, durante sobrevoo da equipe da Funai. Não há informações sobre quantidade de indígenas que vivem na área. Em maio de 2022, o Ministério Público Federal (MPF) entrou na Justiça com um pedido de tutela provisória de urgência para garantir a proteção da reserva. A ação foi movida porque a região sofre graves ameaças de invasão e degradação por grileiros, colonos e madeireiros que vivem nos limites da área. Cerca de 20 dias depois, a Funai prorrogou a portaria que restringe a entrada de pessoas não autorizadas na Terra Indígena Pirititi. Com a medida, apenas os funcionários do quadro da Funai podem ingressar, locomover-se e permanecer na região. Veja reportagem sobre a Força Nacional na Terra Pirititi: Força Nacional na Terra Indígena Pirititi Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

FONTE: https://g1.globo.com/rr/roraima/noticia/2026/02/10/ministerio-da-justica-prorroga-atuacao-da-forca-nacional-na-terra-indigena-pirititi-em-roraima.ghtml


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