Polícia amplia bloqueio de bens em operação contra funcionários do BRB
21/05/2026
(Foto: Reprodução) Funcionários do BRB são alvos de operação que investiga lavagem de dinheiro e corrupção
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) ampliou o bloqueio de bens na Operação Insider, que investiga suspeitas de corrupção envolvendo um empregado público vinculado ao Banco de Brasília (BRB). O valor das medidas patrimoniais já supera R$ 16 milhões.
Segundo a corporação, novos elementos foram identificados durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão, realizados na deflagração da operação, em 7 de maio.
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Os policiais constataram que, além de uma sala comercial inicialmente investigada, o principal alvo da operação possui outras cinco salas comerciais, distribuídas em dois edifícios empresariais próximos.
Diante das novas descobertas, a PCDF solicitou à Justiça a ampliação das medidas cautelares, com o objetivo de garantir eventual ressarcimento aos cofres públicos, além da reparação de danos e pagamento de multas ao final do processo.
Com a decisão judicial, foram bloqueados mais de R$ 13,1 milhões em contas bancárias e investimentos financeiros. Também houve a indisponibilidade de seis imóveis e oito veículos de luxo.
De acordo com a PCDF, as investigações continuam para detalhar a origem dos recursos, possíveis mecanismos de ocultação de patrimônio e a participação de outros envolvidos no esquema.
Carro de luxo apreendido pela Polícia Civil do DF
PCDF/Reprodução
Entenda a investigação
A Polícia Civil do Distrito Federal realizou uma operação, na manhã da quinta (7), contra dois funcionários do Banco de Brasília (BRB), um servidor público federal, empresários e pessoas jurídicas. Eles são suspeitos de usar o banco para lavagem de dinheiro e corrupção, movimentando cerca de R$ 15 milhões.
🔎 A operação não tem relação com as investigações ligadas ao banco Master.
Durante a operação, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão; ninguém foi preso. A polícia também fez bloqueios nas contas bancárias dos investigados, de transferências de oito veículos de luxo e de um imóvel no Distrito Federal.
Os nomes dos investigados não foram informados. Segundo a Polícia Civil, os suspeitos moram no Distrito Federal, Rio de Janeiro e São Paulo.
"O compromisso do Governo do Distrito Federal é preservar a integridade do BRB, assegurar transparência nas apurações e garantir que eventuais responsáveis sejam punidos na forma da lei", afirmou o GDF em nota.
BRB acionou polícia
Funcionários do BRB são alvos de operação que investiga lavagem de dinheiro e corrupção
reprodução
As investigações da polícia foram iniciadas por meio de informações repassadas pelo próprio BRB, que detectou as irregularidades em uma de suas agências em Ceilândia, no DF, onde o gerente da agência teria participado de operações suspeitas e não estaria cumprindo regras de compliance.
Um outro funcionário do BRB, que tem conta nesta agência de Ceilândia, também teria participado do esquema.
Os investigadores identificaram:
movimentações financeiras estimadas em R$ 15 milhões, envolvendo transferências suspeitas entre pessoas físicas e jurídicas;
operações com uso intensivo de dinheiro em espécie;
indícios de ocultação patrimonial por meio da aquisição de veículos de alto valor e circulação fracionada de dinheiro.
A investigação também apura se houve irregularidades envolvendo operações da "BRB DTVM" — Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários.
Segundo a Polícia Civil, se condenados, os suspeitos podem responder pelos crimes de corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro, com pena somada de até 30 anos de prisão.
O que diz o BRB
"O BRB informa que a Operação Insider da PCDF, deflagrada nesta manhã, teve início a partir de informações repassadas pelo próprio Banco às autoridades competentes, após a identificação de irregularidades em movimentações financeiras e indícios de descumprimento de normas de compliance.
A investigação do BRB teve início em maio de 2025, evidenciando a atuação proativa e diligente do Banco na identificação e tratamento de indícios de irregularidades.
O Banco segue colaborando com as autoridades e adotando todas as providências necessárias para assegurar a conformidade de suas operações e a responsabilização de eventuais envolvidos."
O que diz o GDF
"A operação deflagrada hoje (7) pela Polícia Civil do Distrito Federal é resultado de uma investigação iniciada pelo próprio BRB, a partir de auditoria interna realizada pelo banco. Desde a identificação das irregularidades, todas as informações foram encaminhadas às autoridades competentes para apuração rigorosa dos fatos. Não haverá complacência com qualquer desvio de conduta dentro da instituição. O compromisso do Governo do Distrito Federal é preservar a integridade do BRB, assegurar transparência nas apurações e garantir que eventuais responsáveis sejam punidos na forma da lei."
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