Polícia Civil desarticula grupo que vendia remédios ilegais para emagrecimento rápido na Zona Oeste do Rio
20/02/2026
(Foto: Reprodução) Polícia Civil desarticula grupo que vendia remédios ilegais para emagrecimento rápido na Zona Oeste do Rio
Divulgação
A Polícia Civil desarticulou uma associação criminosa que comercializava medicamentos importados ilegalmente do Paraguai com promessa de “emagrecimento rápido” na Zona Oeste do Rio. Quatro pessoas foram presas durante a operação da 34ª DP (Bangu).
De acordo com as investigações, o grupo vendia substâncias como a Tirzepatida — popularmente conhecida como Mounjaro — e outros medicamentos de uso controlado sem registro ou autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A ação foi deflagrada após denúncias e informações levantadas pelo setor de inteligência da delegacia. Segundo a Polícia Civil, os suspeitos anunciavam os produtos em grupos de aplicativos de mensagens. O pagamento era feito por transferência eletrônica, e a entrega ocorria presencialmente.
Após análise de dados telemáticos e cruzamento de informações, os agentes identificaram diversos integrantes do esquema.
Polícia Civil desarticula grupo que vendia remédios ilegais para emagrecimento rápido na Zona Oeste do Rio
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O que foi apreendido
Durante a operação, os policiais:
Prenderam quatro pessoas;
Apreenderam celulares que passarão por perícia;
Recolheram uma carga de medicamentos avaliada em cerca de R$ 100 mil;
Retiraram de circulação produtos importados irregularmente do Paraguai.
Segundo a investigação, as mensagens encontradas nos celulares indicam a existência de fornecedores e atravessadores responsáveis por introduzir a mercadoria no país de forma clandestina, o que apontaria para uma cadeia estruturada de importação e distribuição ilegal.
Entre os presos estão duas pessoas da área da saúde, incluindo uma enfermeira vinculada ao Hospital Municipal da Mãe, em Mesquita. Para a polícia, o envolvimento de profissionais da saúde aumenta a gravidade da conduta, devido à confiança social associada à profissão.
Os suspeitos vão responder, em tese, por associação criminosa, comercialização de produto destinado a fins terapêuticos sem registro sanitário e importação e venda de mercadoria proibida.
A Polícia Civil alertou que a venda de medicamentos sem controle sanitário representa risco à saúde pública e pode causar danos graves aos consumidores. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e possíveis ramificações do esquema.