'Posso viver mais uns 100 anos': moradora do DF comemora transplante após 5 anos com insuficiência cardíaca grave

  • 14/03/2026
(Foto: Reprodução)
Moradora do DF comemora transplante de coração depois de 5 anos com insuficiência cardíaca Um "novo sopro de vida". É como Fabíola Pessoa, de 41 anos, define a sensação de ter recebido um novo coração através de um transplante. A cirurgia bem-sucedida completou um mês nesta sexta-feira (13). "Estou sentindo um novo sopro de vida, agora eu posso viver mais um 100 anos", comemora. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. Ela sofria problemas cardíacos desde fevereiro de 2021, quando teve um infarto grave durante uma gestação. Na época, além de perder o bebê, Fabíola ficou com insuficiência cardíaca grave. Durante quatro anos, viveu sob acompanhamento médico constante. O médico cardiologista Vitor Barzilai acompanhou todo o tratamento de Fabíola. Ela precisou implantar três stents - um pequeno tubo em forma de malha usado para manter vasos sanguíneos estreitos ou enfraquecidos abertos, funcionando como um suporte que garante o fluxo normal de sangue. Fabíola também fez tratamento com ECMO (Oxigenação por Membrana Extracorpórea): um suporte vital avançado que funciona como um coração e pulmão artificiais para pacientes com falência respiratória ou cardíaca grave. 🩸A ECMO oxigena o sangue fora do corpo, permitindo o descanso e a recuperação dos órgãos ou servindo de ponte para transplante. Mesmo assim, no início de 2025, ela teve uma nova piora do quadro, desencadeada por uma infecção após uma picada de aranha. De acordo com o médico Vitor Barzilai, o transplante de coração seria a única alternativa para garantir a sobrevivência de Fabíola. "O coração dela não conseguia mais bombear sangue adequadamente. Utilizamos um suporte avançado que assumiu temporariamente essa função para manter os órgãos funcionando. Mas o que realmente fez diferença foi a atuação coordenada e no tempo certo", explica o especialista. Fabíola Pessoa com o médico cardiologista Vitor Barzilai, no Hospital Brasília Hospital Brasília/Divulgação Fabíola estava na fila para receber o transplante de coração desde setembro de 2025. Com a piora do quadro em janeiro deste ano, ela entrou para a lista de prioridade, e em três semanas conseguiu fazer a cirurgia. "Quando meu médico disse que era hora de entrar na fila, foi um divisor de águas. Porque foram 5 anos fazendo tratamento, consultas de três em três meses, muitos altos e baixos de saúde. E depois da notícia do transplante, passei a viver esperando essa ligação, entre medo e fé", conta Fabíola. Fabíola Pessoa registra sua digital no mural com digitais de pacientes transplantados no Hospital Brasília Hospital Brasília/Divulgação Do transplante à alta médica O órgão veio de São Mateus, no Espírito Santo, em uma operação que mobilizou equipes médicas e de apoio entre dois estados. O coração chegou ao Hospital Brasília, no dia 13 de fevereiro, por volta das 9h, com apoio do helicóptero da Polícia Civil do Distrito Federal, e o transplante foi logo em seguida. Fabíola ficou internada, em recuperação no Hospital Brasília, por mais duas semanas, depois do transplante. Ela recebeu alta e foi para casa no dia 1º de março. "Normalmente, os pacientes precisam ficar internados entre duas semanas e um mês, para vermos se o corpo vai ter alguma reação ao novo órgão transplantado. Mas ela teve uma excelente recuperação e pode ser liberada", explica o médico. Segundo Fabíola, foram anos de muita dor e incertezas com relação a saúde. "Além da dor de ter perdido um filho, o Leo, que virou uma estrelinha no céu, eu vivi muito debilitada durante esse tempo, muito limitada funcionalmente". Vida nova Depois do transplante, ela diz se sentir como nova. "Agora, é como se tudo fosse possível. Voltei a fazer coisas simples sem cansaço. Esse novo coração representa vida". "E tudo isso graças a uma família que disse sim à doação de órgãos. Pessoas que tiveram uma coragem e um amor muito grande de dizer sim e salvar outra vida, mesmo diante da dor da perda. Eu faço até um apelo para que as pessoas não tenham medo de ser doadoras de órgãos, porque esse ato é como salvar e perpetuar a vida, e pessoas que precisam, como eu, agradecem", comemora Fabíola. LEIA TAMBÉM: TRANSPLANTE DE ÓRGÃOS: DF tem mais de 1,7 mil pacientes na fila; conheça histórias de quem já fez a cirurgia 'VALE A PENA VIVER': Morador do DF ganhou novo coração e transformou fim de ano em recomeço Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

FONTE: https://g1.globo.com/df/distrito-federal/noticia/2026/03/14/posso-viver-mais-uns-100-anos-moradora-do-df-comemora-transplante-apos-5-anos-com-insuficiencia-cardiaca-grave.ghtml


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