Romeu Zema diz que é preciso 'tirar o besouro e continuar a obra' ao criticar entraves ambientais que dificultam construções de rodovias
07/05/2026
(Foto: Reprodução) Romeu Zema durante evento com empresários na Associação Comercial do Rio de Janeiro
Rafael Nascimento / g1
O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema, afirmou nesta quinta-feira (7), durante evento com empresários na Associação Comercial do Rio de Janeiro, que pretende adotar uma “mentalidade empresarial” na gestão do país e defendeu mudanças nas áreas econômica, de segurança, infraestrutura e políticas sociais.
Em um discurso marcado por críticas ao governo federal e defesa de reformas, Zema deu destaque aos entraves ambientais e burocráticos que, segundo ele, dificultam o avanço de grandes obras de infraestrutura no país.
“Dá para conciliar meio ambiente com desenvolvimento econômico. Se tem um besouro lá, tira ele e continua a obra”, afirmou.
O pré-candidato usou como exemplo o projeto do Rodoanel Metropolitano de Belo Horizonte, cuja construção, de acordo com ele, enfrenta obstáculos relacionados ao licenciamento ambiental e a discussões envolvendo uma comunidade considerada tradicional próxima ao traçado da via.
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Zema disse que pretende classificar projetos desse tipo como de interesse nacional para acelerar a execução. Ele também criticou o que chamou de excesso de restrições ambientais.
“Uma obra que vai salvar vidas não consegue sair do papel”, afirmou. “O interesse de milhões de pessoas tem de prevalecer sobre um grupo pequeno.”
Trabalho infantil
O ex-governador também comentou as críticas que recebeu após declarações sobre trabalho na juventude. “Eu trabalho desde criança. Isso ajuda a formar disciplina”, disse.
Ele ainda afirmou que sua proposta é ampliar o programa Jovem Aprendiz, que, segundo ele, tem alcance limitado no Brasil.
“Hoje, em cerca de 4 mil municípios, nenhum jovem consegue ser jovem aprendiz”, afirmou. Segundo Zema, a intenção é ampliar o programa para facilitar o acesso de jovens ao mercado de trabalho de forma regular.
Economia e gestão pública
Durante o evento, Romeu Zema voltou a criticar os gastos do governo federal e afirmou que o país enfrenta risco fiscal.
“Estamos indo para o precipício fiscal”, disse. Para ele, é necessário promover um “choque contra a gastança”, com medidas como reforma administrativa, revisão de programas sociais e privatizações.
O pré-candidato também defendeu maior eficiência no setor público e redução de impostos. “O setor privado não precisa de ajuda do governo. Precisa que o governo não atrapalhe”, afirmou.
Ele citou ainda a necessidade de combater fraudes em programas sociais e disse que benefícios devem estar condicionados à aceitação de oportunidades de trabalho.
Combate ao crime organizado
Na área de segurança, Zema afirmou que pretende endurecer o combate ao crime organizado e sugeriu classificar facções criminosas como organizações terroristas.
Segundo ele, integrantes desses grupos deveriam cumprir penas mais severas. O pré-candidato também criticou o sistema de Justiça, afirmando que “a polícia prende e o Judiciário solta”.
Zema defendeu medidas como prisão automática para quem rompe tornozeleira eletrônica e restrições à libertação de reincidentes em audiências de custódia.