Santos confirma dois casos de mpox; veja sintomas e números em SP

  • 20/02/2026
(Foto: Reprodução)
Partículas do vírus mpox (em verde) sobre células infectadas. NIH-NIAID/IMAGE POINT FR/BSIP/picture alliance A cidade de Santos, no litoral de São Paulo, confirmou dois casos de pacientes infectados pelo vírus mpox, anteriormente conhecido como varíola dos macacos. Segundo a prefeitura, os homens de 25 e 35 anos apresentaram boa evolução clínica e já receberam alta. A administração municipal destacou que a transmissão da mpox ocorre pelo contato direto entre pessoas — seja pela pele ou por secreções — e também por exposição próxima e prolongada a gotículas e outras secreções respiratórias, mas não informou se os pacientes tinham relação entre si. Os casos foram registrados em janeiro deste ano e confirmados nesta sexta-feira (20). Em 2025, Santos contabilizou apenas dois diagnósticos da doença em todo o ano. Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) informou que, em 2026, foram registrados 44 casos de mpox até quinta-feira (19). No ano anterior, houve 79 casos em janeiro e 47 em fevereiro, totalizando 126 nos dois primeiros meses. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Entre os sintomas da mpox estão: Dor de cabeça; Gânglios inchados (antes da erupção cutânea); Dor nas costas; Dores no corpo; Calafrios; Feridas na pele (erupções cutâneas); Febre; Cansaço. A prefeitura destacou que a transmissão da mpox ocorre pelo contato direto entre pessoas — seja pela pele ou por secreções — e também por exposição próxima e prolongada a gotículas e outras secreções respiratórias. Monitoramento Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) informou monitorar de forma contínua o cenário epidemiológico da mpox no estado e mantém articulação permanente com as secretarias municipais de saúde e com a rede assistencial. Os serviços de saúde realizam a identificação precoce, a notificação e a investigação de casos suspeitos, com testagem e acompanhamento clínico, além do rastreamento e monitoramento de contactantes, conforme protocolos técnicos. mpox Conheça o vírus da mpox e os principais sintomas da doença. Ana Moscatelli/Arte g1 A 'varíola dos macacos', como era chamada a mpox, foi identificada pela primeira vez justamente em colônias de macacos, em 1958. Ela é uma zoonose viral, ou seja, é transmitida entre pessoas e animais. Segundo a Sociedade Brasileira de Primatologia (SBPr), apesar do vírus receber a nomenclatura de varíola dos macacos, a doença não tem a participação de macacos na transmissão para seres humanos, que ocorre entre pessoas contaminadas. O contágio pode, ainda, ocorrer entre pessoas e roedores, como esquilos, e outros mamíferos, como até mesmo o cão doméstico. Por isso, em 2022, foi estabelecida a mudança de nome para o termo mpox (monkeypox virus). À época, a necessidade da mudança do nome ficou ainda mais evidente quando, em regiões do Brasil, foram registrados ataques contra os primatas pela população por conta da associação da doença ao animal. Contágio Segundo o Ministério da Saúde, a transmissão do vírus ocorre por contato (beijos, abraços, relação sexual) com secreções infectadas das vias respiratórias, feridas ou bolhas na pele da pessoa infectada. A recomendação, em casos suspeitos, é evitar o contato próximo com outras pessoas até o desaparecimento dos sintomas. O ideal é realizar o isolamento imediato e não compartilhar objetos e material de uso pessoal, como toalhas e roupas de cama, por exemplo. Ainda segundo o Ministério, não há tratamento específico para a infecção pelo vírus da mpox. A atenção médica é usada para aliviar dores e demais sintomas e prevenir sequelas em longo prazo. VÍDEOS: g1 em 1 Minuto Santos

FONTE: https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/mais-saude/noticia/2026/02/20/santos-confirma-dois-casos-de-mpox-veja-sintomas-e-numeros-em-sp.ghtml


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