Secretário de Segurança da PB diz que 'correlação entre o crime e o poder público' dificulta combate a facções

  • 11/05/2026
(Foto: Reprodução)
Home office do crime: facção no Rio expandia poder sobre cidade da Paraíba. A ação de facções criminosas na cidade de Cabedelo, na Região Metropolitana de João Pessoa, na Paraíba, foi destaque em uma reportagem especial do Fantástico exibida neste domingo (10). O secretário de Segurança Pública do Estado da Paraíba, Jean Nunes, falou sobre o assunto nesta segunda-feira (11) e afirmou que a correlação entre o crime organizado e o poder público tem dificultado o combate ao avanço das facções no estado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp Jean Nunes disse em entrevista à TV Cabo Branco que "as forças de segurança não têm medido esforços pra trazer tranquilidade ao município de Cabedelo". Segundo ele, entre as maiores dificuldades encontradas pelas forças de segurança para combater o avanço das facções está "a correlação entre o crime e o poder público". "A correlação entre o crime e o poder público dificulta naturalmente o trabalho, mas não impede. A gente tem feito nossa parte enquanto segurança pública em cooperação com atores como Ministério Público, poder judiciário, Polícia Federal... A gente sabe que precisa continuar persistindo, porque são áreas que têm mais interesse da criminalidade e áreas que a gente precisa naturalmente continuar focado", disse o secretário. Ainda de acordo com o secretário, desde 2023, quando o avanço das organizações criminosas na Região Metropolitana de João Pessoa começou a ser diagnosticado, mais de 200 pessoas ligadas às organizações já foram presas. "Desde o final de 2023 a gente começou a diagnosticar e entender o fenômeno que estava chegando ali de maneira mais forte na Região Metropolitana. Em 2024 tivemos uma série de operações realizadas. A Polícia Civil com o Gaeco realizaram fora do estado 98 prisões de pessoas relacionadas ao crime organizado, e também em Cabedelo. Em 2025 foram 110 prisões da Polícia Civil da Paraíba com o Gaeco e com a Polícia Civil de outros estados", explicou o secretário. O secretário deve participar na terça-feira (12) do lançamento do programa "Brasil Contra o Crime Organizado", que prevê um investimento de cerca de R$ 11 bilhões como parte de um conjunto de ações do governo para fortalecer o enfrentamento e a investigação das facções criminosas. Segundo as investigações, integrantes da facção criminosa Comando Vermelho monitoram a rotina dos moradores de Cabedelo (PB) a partir do Rio de Janeiro TV Globo/Reprodução Destino turístico é tomado pelo crime A reportagem especial do Fantástico revelou que Cabedelo passou a ser comandada à distância por uma facção criminosa instalada no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. A Polícia Federal e o Ministério Público já realizaram mais de dez operações para combater a corrupção e o crime organizado na cidade, onde segundo a reportagem, criminosos ditam regras e interferem na rotina dos moradores. Um nome aparece com frequência nas investigações sobre a ação das facções: Flávio de Lima Monteiro, o Fatoka. Aos 43 anos, ele começou na facção Nova Okaida, na Paraíba, e depois fundou a Tropa do Amigão, um dos braços do Comando Vermelho no Nordeste. Contra ele, há 13 mandados de prisão por tráfico, homicídios e organização criminosa. Fatoka chegou a ficar preso no Presídio de Segurança Máxima da Paraíba, mas fugiu em setembro de 2018 em uma fuga em massa de 92 detentos que usaram explosivos. Nas ruas de Cabedelo, pichações com a abreviatura do nome de Fatoka e do Comando Vermelho marcam o domínio territorial. Vídeos em alta no g1 Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba

FONTE: https://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2026/05/11/secretario-de-seguranca-da-pb-diz-que-correlacao-entre-o-crime-e-o-poder-publico-dificulta-combate-a-faccoes.ghtml


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